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Comunicação - Notícias

Valore e limites em debate com professores municipais


Valore e limites em debate com professores municipais

Na noite da última sexta-feira, dia 23 de setembro, mais de 30 professores da rede municipal estiveram reunidos na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Luiz Gonzaga. Uma roda, um círculo, uma ciranda. Um convite para realizar uma experiência de trocas: de histórias, de saberes, de motivações e reflexões. Na 17ª edição do Saberes em Ciranda, uma atividade organizada pelo CMP Sindicato, quem conduziu a reflexão foi o professor do IFIBE, Paulo César Carbonari e o assunto discutido foi ‘Valores e Limites: aprender com os outros’. Carbonari lembrou que professor e a professora são seres em relação, mediadores da construção de aprendizagens. Apontou que são colaboradores na construção de condições para a sistematização das informações, hoje amplamente disponíveis, para a orientação do estudo, para a promoção do diálogo e da convivência que transformam informações em conhecimento e conhecimento em práticas vitais.

Carbonari lembrou que os valores são construídos através de um conjunto de trocas. “Precisa aprender conceitualmente, mas é pouco, é necessário redirecionar o conjunto da vida: valores a gente aprende pela experiência. Se você não reeducar e direcionar os afetos, aquele discurso formal do ‘deve’ se torna vazio e ineficaz, pois não se traduz em experiência. O dar exemplo é apenas uma das formas de trocar experiência”, disse.

Destaca que o limite é sempre incômodo, pois ele tranca o nosso desejo, que é infinito. “Ninguém quer ter seu desejo limitado, mas é necessário compreender que, como seres humanos, podemos certas coisas, mas não todas as coisas. Por outro lado, pensar limites é pensar finitude. E essa é uma das ideias mais incomodas na vida do ser humano, pois tendemos a desejar nos tornar eternos de alguma maneira, infinitos. É o limite que põe a dimensão humana dentro de uma realidade contingente e não como absolutos, afinal somos somente um corpo cheio de limitações, somos finitos”.

Afirmou que construir limites é um desafio, uma vez que a sociedade atual não admite “não”. “Vivemos em uma sociedade de consumo que me oferece e exige que eu queira e aceite tudo. Oferece um conjunto de produtos e diz que eu serei feliz com isso. Assim passo a projetar valores relevantes para convivência, em produtos, que podem até gerar satisfação momentânea. O contexto nos impõe, contraditoriamente, a impossibilidade viver com a finitude. Por isso, por exemplo, um menino mata por um boné, pois a necessidade é urgente”.

Notícia base: http://migre.me/v6z00


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