Professor
participa de debate
sobre direito à memória
O professor Paulo César
Carbonari participou,
nesta quarta-feira
(10/06) da sessão de
abertura da exposição
fotográfica “A Ditadura
no Brasil”, parte
integrante do projeto
“Direito à Memória e à
Verdade”, da Secretaria
Especial dos Direitos
Humanos da Presidência
da República, na
Faculdade de Direito da
Universidade de Passo
Fundo. O ato de abertura
foi marcado por momento
chamado de "Relatos da
Dor", no qual
passofundenses que foram
vítimas da ditadura
fizeram depoimentos aos
quais seguiram-se
comentários de
convidados. A sessão foi
presidida pelo diretor
da Faculdade de Direito,
professor Giovani
Corralo. Apresentaram
depoimentos sobre o
período o professor
Ernani de Almeida, autor
de um estudo sobre o
período e, à época da
ditadura, radialista,
estudante e professor de
história, o jornalista
Ivaldino Tasca, à época
estudante e dirigente do
movimento estudantil, e
o advogado Manoel Dias,
também dirigente do
movimento estudantil.
Fatos, acontecimentos,
posições e conseqüências
daquele período deram
vivacidade e tintas
locais, às fotos da
exposição.
Ao professor Carbonari
coube fazer um
comentário sobre o
significado da luta pelo
direito à memória e à
verdade nos dias de
hoje. Em sua fala,
ressaltou a importância
de os estudantes
conhecerem profundamente
a história recente do
país como forma de
compreender as
conseqüências que dela
se fazem presentes nos
dias de hoje. Ressaltou
que a proposição de
reflexões sobre o tema
da memória e da verdade
sobre o período da
ditadura nos põe hoje
diante de desafios como:
a) necessidade de
superar a fugacidade e o
consumismo que marcam a
cultura e produzem o
esquecimento; b) a
importância de
compreender os diversos
saberes, e de superar os
não-saberes e as
ignorâncias produzidas e
reproduzidas sobre este
período de forma a abrir
a sociedade ao
conhecimento do que
ocorreu; c)
a centralidade dos
sujeitos concretos, das
pessoas, que fizeram a
história e que continuam
sendo seus artífices, no
sentido de que é preciso
superar o processo de
coisificação das pessoas
e de valorização das
coisas, o que inverte a
lógica da dignidade
humana, repondo o ser
humano no centro da ação
social e política.