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Ensino | Pós-graduação | Especialização em Educação Popular

Apresentação


Especialização em Educação Popular: Formação de Agentes Sociais

 

O curso quer atender às necessidades de formação de quadros das organizações sociais e populares com atuação em Passo Fundo e região orientado pela concepção e prática da educação popular. Atende ao que estabelece a Resolução CNE/CES nº 01/2007, que disciplina a normativa para curso de Especialização, de modo que aqueles/as que atenderem a todos os requisitos serão certificados como Especialista em Educação Popular.

Objetivos

Formar agentes sociais para atuarem junto aos grupos populares, através da promoção de ações de educação popular, a fim de fortalecer as organizações, os sujeitos e as lutas populares.

Específicos

1. Compreender as concepções e matrizes que orientam historicamente a atuação em educação popular em suas diversas abordagens e perspectivas;

2. Oportunizar diálogos entre educação popular e suas diversas interfaces de realização, considerando a diversidade das formas organizativas populares;

3. Refletir sobre os fundamentos metodológicos e as dinâmicas práticas da ação em educação popular;

4. Desenvolver experiências práticas de educação popular junto às organizações populares de origem ou nas quais educandos/as pretendem atuar;

5. Sistematizar práticas desenvolvidas e apresenta-las ao debate para a troca de experiências e o fortalecimento de educandos/as como agentessociais.

Público

O Curso de Agente de Projetos Sociais é dirigido a participantes de Passo Fundo e Região, oriundos de organizações não-governamentais, instituições de assistência social, organizações populares, movimentos sociais, pastorais sociais, lideranças sindicais, cooperativistas e agentes de promoção social engajados em organizações comunitárias que tenham concluído curso superior (graduação ou equivalente) e que tenham experiência de atuação social. Vagas: mínimo de 20 e máximo de 50 vagas.

Conteúdos

O eixo geral de articulação do conjunto dos componentes curriculares a serem desenvolvidos no Curso se enuncia como: educadores/as populares como liderança e legitimidade para serem agentes sociais da organização social e comunitária, o desenvolvimento de ações para a promoção da convivência social, da realização dos direitos e da promoção do bem-viver. Sugere-se como componentes curriculares os seguintes.

Veja o programa completo

Eixo I – Bases, contextos e perspectivas da educação popular
Tema 1.1. Educação Popular: Concepção e Prática
Tema 1.2. Saberes, Culturas e Práticas Populares
Tema 1.3. História dos processos Populares
Tema 1.4. Economia Política Contemporânea
Tema 1.5. Dinâmicas de Organização Social Popular
Tema 1.6. Subjetividade e Liderança
Tema 1.7. Sujeitos e Direitos

Eixo II – Interfaces da educação popular
Tema 2.1. Educação Popular e Economia Popular Solidária
Tema 2.2. Educação Popular, Políticas Públicas e Controle Social
Tema 2.3. Educação Popular e Movimento Popular
Tema 2.4. Educação Popular, Associativismo e Cooperativismo
Tema 2.5. Educação Popular, Trabalho e Sindicalismo
Tema 2.6. Educação Popular e Ação Pastoral
Tema 2.7. Educação Popular e Assistência Social

Eixo III – Metodologias de educação popular
Tema 3.1. Metodologias de Análise da Realidade
Tema 3.2. Metodologias de Planejamento de Práticas Populares
Tema 3.3. Metodologias de Pesquisa e Sistematização de Práticas
Tema 3.4. Metodologia de Gestão de Organizações Sociais
Tema 3.5. Metodologias de Comunicação e Expressão

Eixo IV – Práticas de educação popular
Tema 4.1. Atividades Formativas
Tema 4.2. Incidência Política
Tema 4.3. Mobilização de Opinião Pública
Tema 4.4. Projetos Sociais
Tema 4.5. Mediação e Prática Restaurativa
Tema 4.6. Trabalho com a Base [Movimento Popular, Sindical, Comunitário e Pastorais Sociais]

Eixo V – Sistematização de práticas de educação popular
Tema 5.1 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Tema 5.2. Seminário de Trocas

 

Orientações para elaboração do TCC

 

Metodologia

O Curso será realizado através de encontros presenciais conforme cronograma. Cada encontro será dirigido e monitorado por um ou mais docente especialista no conteúdo específico do componente curricular e que tenha experiência de atuação prática no campo. O desenvolvimento de cada componente curricular será feito através da abordagem de conteúdos teóricos e do desenvolvimento de atividades práticas em oficinas de aplicação. Para tal serão estratégias a exposição dialogada, o debate em grupo, os seminários, a leitura de textos adequados e sua interpretação. Poderão ser utilizados recursos como vídeo, fotografia, projeção de pontos chave e outros adequados às finalidades de cada disciplina.

Cada docente elaborará o Plano de Ensino do componente curricular pelo qual é responsável e o enviará à Coordenação do Curso com antecedência a fim de que seja aprovado e depois distribuído aos/às participantes previamente à realização de cada encontro para oferecer-lhes condições para realização de leituras preparatórias. O Plano de Ensino terá pelo menos os seguintes componentes: ementa, objetivos (geral e específicos), programa de conteúdos detalhado, descrição da metodologia e das estratégias didático-pedagógicas, modalidade de avaliação e lista de Referências Bibliográficas (básicas e complementares), além de indicação de leituras recomendadas.

A proposta do curso prevê uma parte de fundamentação e outra de experimentação. A primeira em atividades de ensino e outra com a realização de uma experiência prática a campo junto a uma organização popular, sindical, pastoral ou comunitária, com acompanhamento. O processo de experimentação será sistematizado em artigo que servirá de TCC.

Os/as participantes desenvolverão um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) integrado ao desenvolvimento dos componentes curriculares que consiste num artigo de sistematização da prática desenvolvida a partir do Curso e composto basicamente de três partes: retomada do planejamento da atividade pedagógica; sistematização da atividade desenvolvida e comentários sobre a experiência – a ele serão anexados reproduções do material didático-pedagógico e outros aspectos relevantes. Todos os trabalhos aprovados serão apresentados em seminário integrador ao final do curso.

A avaliação será feita em dois processos complementares: a) avaliação de componentes curriculares; b) avaliação do curso.

A avaliação de cada componente curricular será feita com base na modalidade e instrumentos previstos no Plano de Ensino elaborado pelo docente e acordado com os discentes e poderá ser efetivada através da elaboração de resenhas, memórias, ensaios ou outro formato. Recomenda-se que seja feita durante o período de aulas presenciais do componente. O docente emitirá parecer de aproveitamento com os conceitos: A = Excelente; B = Muito Bom; C = Bom; D = Regular; E = Insuficiente (No caso de conceito D e E o discente terá prazo determinado pelo docente para refazer a avaliação e caso não atinja qualquer dos outros conceitos será considerado reprovado – reprovação em uma ou mais disciplinas implica em impossibilidade de certificação como especialista, cabendo neste caso certificação por participação em curso de aprofundamento, descontada a carga horária da disciplina na qual não houve aproveitamento).

A avaliação do Curso será feita através da realização de momentos de reflexão com a turma, a fim de acumular subsídios sobre o desenvolvimento curricular e em debates e reuniões da Coordenação. Um relatório geral do Curso conterá a síntese da avaliação. Para coletar a posição dos discentes, além de atividades presenciais (reuniões) será solicitado o preenchimento de um formulário ao final de cada componente curricular no qual estarão vários critérios e conceitos. Este material será tratado estatisticamente e constitui-se em base objetiva para os debates e orientações do e no processo de desenvolvimento.

Inscrições

Os/as interessados/as farão sua inscrição no IFIBE ou via online, através do preenchimento de formulário próprio e a apresentação de cópia dos documentos de identificação pessoal, pertencimento institucional, diploma e histórico escolar de graduação e de memorando escrito (uma lauda) com exposição de motivos para a frequência ao curso. Prazo para inscrições de 23 de junho a 31 de julho de 2015.

Mais Informações

Para mais informações entre em contato através do e-mail: posedupop@ifibe.edu.br ou pelo fone: (54)3045-3277.

Seleção

A seleção dos inscritos será feita pela Coordenação do Curso, considerando os critérios de distribuição do público e com base nos documentos apresentados pelos candidatos. A divulgação da lista dos selecionados será feita por meio eletrônico com envio de comunicação direta para cada selecionado/a. Não caberá recurso da decisão da Coordenação. A Divulgação da lista de selecionados será feita no dia 07 de agosto de 2015.

Matrícula

A matrícula será efetuada nos dias 10 a 13 de agosto de 2015 na Secretaria Geral do IFIBE. No ato da matrícula, o/a candidato/a apresentará os documentos exigidos e assinará contrato de prestação de serviços no qual estará descrita a proposta do Curso e suas condições de oferta.

Certificação

Os/as discentes que tiverem aproveitamento adequado, conforme descrito acima, em todos os componentes curriculares, apresentarem e forem aprovados no Trabalho de Conclusão de Curso e tiverem frequência a pelo menos 75% da carga horária presencial em cada um dos componentes curriculares serão certificados como ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO POPULAR – concentração em Formação de agentes sociais. Os/as discentes que não se enquadrarem em pelo menos um dos requisitos acima serão certificados por participação em CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM EDUCAÇÃO POPULAR – concentração em Formação de agentes sociais com a carga horária frequentada com aproveitamento.

Apoio e Parceria

O Curso é desenvolvido pelo IFIBE com apoio de organizações pastorais, sindicais e populares de Passo Fundo e região que serão as principais motivadoras para a frequência ao curso assim como atuarão de forma solidária para sua viabilização. Assim, são parceiros estratégicos a Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo, o Projeto Transformação, o Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP), a Comissão de Direitos Humanos (CDHPF), os Sindicatos dos Trabalhadores Metalúrgicos, Bancários e da Saúde, bem como outras organizações que se somarão no processo.


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