Homo bios?[1]

 

Leonardo Biazus[2]

 

Num dia desses, enquanto navegava pela internet, refletia sobre uma coisa interessante: quanta tecnologia! Uso minha webcam, msn, orkut... Se quiser, posso conversar com pessoas do outro lado do mundo. Pensar que, a bilhões de anos atrás, o homem esfregava pedaços de madeira para aquecer-se! É... o homem evoluiu e continua evoluindo. Creio que, daqui a algum tempo, a denominação “homo sapiens” precisará de alterações. Quem sabe “homo bios”?

“Homo bios”? O que é isso? É o homem vida, ou melhor, preocupado com a vida. O homem que respeita a dignidade de tudo o que o cerca. Que não maltrata a enorme casa onde vive. Que tem consciência e sabe que vive em um ecossistema riquíssimo, porém, que precisa de cuidado. O homem que conhece os malefícios das queimadas, da derrubada de árvores e da poluição da atmosfera. Por isso, ele não pratica tais atitudes, e busca conscientizar sobre a vida aos que o rodeiam.

É o homem que acredita no poder gerador da vida. Compreende que as relações com os seres com quem mora precisam ser de amor e carinho. Acredita que economizar água e luz, separar o lixo e buscar a sustentabilidade do Planeta são sim alternativas fundamentais. O homem que busca o consumo alternativo, que usa produtos reciclados e que prefere caminhar ao invés de sair de carro.

Ops! Já é hora de acordar! Não posso viver de sonhos e utopias. Porém, todo dia precisamos nos desafiar a ser um pouquinho “homo bios”, pois, se a situação de nosso Planeta continuar desta forma, tão logo, seremos chamados de “homo extintus”.

 


[1] Crônica apresentada ao Instituto Superior de Filosofia Berthier, para o Projeto: Crônicas Filosóficas.

[2] Acadêmico do I semestre (2009) do curso de Bacharelado em Filosofia do Instituto de Filosofia Berthier (IFIBE).

 

 

 

 

Publicado em www.ifibe.edu.br em 05/06/2009

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   

 


 Rua Senador Pinheiro, 350 - Vila Rodrigues - Passo Fundo - RS

CEP: 99070-220 - Fone: 54 3505 3277