Planeta Utopia!
 
Michel Diego Peccini
 
Quem não gostaria de viver no Planeta Utopia?
A que universo este planeta pertence?
É ao universo feito em versos
ou ao universo da fantasia?
A que mundo ele pertence?
É ao mundo da vida em abundância
ou ao mundo da eterna infância?
Com certeza a ambos pertenceria.
Planeta do mágico que vive a magia,
planeta do ser que ama a euforia,
planeta do sonhador que proclama a utopia.
 
Nele, o sol encanta,
a bicharada que canta,
em sol maior a sinfonia
da mais bela harmonia,
formando o coral da alegria.
A lua que o rodeia é sempre cheia,
cheia de romance, cheia de sabedoria.
Ela nunca está vazia.
Por lá, as estrelas brilham forte,
tão forte que a noite é iluminada, como o dia.
 
Neste planeta, quando o dia amanhece,
não importava se chove
ou se o sol é que surge,
importa que imenso é o espanto.
com a natureza que cresce,
com o ainda desconhecido que desabrocha, floresce,
com uma história que, aos poucos, se constrói
em meio a uma diversidade que se estabelece,
na qual a dignidade tem sua garantia.
Interessante, entre os animais uma nova espécie aparece.
 
Neste planeta o que o ser humano seria?
Engraçado que o homem ali há pouco existia
e como animal humano ele vivia,
pois era de verdade que sorria.
Ouvindo os sons das matas crescendo,
gozando com a livre-liberdade ocorrendo,
vendo a unidade na justiça nascendo,
transformava-se em comunidade,
que, aos poucos, organizada, sociedade se fazia.
A morada era a mesma, a partilha acontecia.
 
O número de humanos se procriava,
todos tinham trabalho, lazer, o que fazer.
Todos eram felizes num cultivo preservado,
num ambiente por inteiro cuidado.
O direito de ser e viver a todos pertencia.
O bem só se apreendia
se comum ele se instituía.
As festas eram com música, dança e poesia,
só não bebia água pura e degustava comida sadia quem não queria.
Tudo o que era bom em abundância existia.
 
Planeta do ideal e não da ideologia,
planeta do amor e não da hegemonia da burguesia.
O humano vivia, não sobrevivia.
Enamorado da prática e da teoria,
o homem dialogava, discutia, se envolvia,
formando um estado, um poder, uma soberania da eudaimonia.
O problema é que, aos poucos, o humano,
ele mesmo, corrompendo-se pela ganância, foi negando a utopia.
Planeta Utopia que na realidade existia,
ou seja, existiu e foi deteriorado pelo governo da tirania.
 
É duro saber que o mercado o consumiu,
e que a modernidade o destruiu.
Direitos humanos, cidadania,
a sua promoção e a sua garantia,
daí em diante, viu-se, só diminuiu.
Das lutas pelo bem-estar social, parece que o humano desistiu.
O antes planeta da ordem,
transformou-se no planeta do caos.
Será que das luzes às trevas?
Saudades da realidade, saudades do Planeta Utopia.
 
Que tal repensarmos a política e a filosofia?
Que tal uma nova hegemonia?
Como será agora o novo dia?
Que bom será se ele fosse realidade novamente,
se ele fosse outra vez Planeta Utopia!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   

 


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